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hora de decidir.

Gosto de imaginar, criar, desejar... Às vezes minha imaginação é muito fértil, chego à lugares que ninguém nesse mundo tenha imaginado, na maioria das vezes, esse lugar é o meu futuro.
As vezes crio meu próprio futuro perfeito, perfeito do meu jeito, com todos os defeitos perfeitos pra mim.
E agora, depois de pensar tanto no meu futuro, decidi que tenho que resolver o que quero da minha vida. Claro que ainda estou nova demais, ainda tenho muitos anos pra pensar nisso, ainda sou uma criança. Mas o tempo não para, enquanto decido entre brincar ou trabalhar, o tempo continua passando, ele nunca vai esperar que eu faça minhas decisões; por isso tenho que resolver o que quero. Resolver se vou me casar, para que vou me esforçar, onde vou morar, se quero ter filhos, quem eu quero ser. Tenho meus momentos de adulta, não gosto muito deles, prefiro ser criança e imaginar que tudo é perfeito; mas nem tudo é como queremos. Se não começar a planejar meu futuro agora, quando eu quiser fazer isso, pode ser tarde demais.
E porque não resolver isso tudo e continuar sendo criança? Bem, minha mãe vive dizendo que sou uma criança, não tenho idade pra isso, sou muito pra aquilo... Mas e quando saio de casa e vou correr na rua, jogar bola, andar de bicicleta, me sujar, até brincar de boneca se der vontade? Quando faço isso toda minha família se volta pra mim, mesmo que só com um olhar, e diz que já sou mocinha, que quem faz essas coisas é moleque, que tenho que ter moral de moça.
E aí? O que faço? Não faço nada. E é nessas horas que o tempo me espera menos ainda. Todas essas pessoas que querem que eu tenha moral de moça, mas que não arranje namorado nem queira sair de noite, essas pessoas pensam que estão me ajudando, e insistem que quando eu crescer vou perceber que todos estavam certos sobre isso, mas eu já sei que não é assim, sou diferente de todos eles e de tudo que querem que eu faça. A unica coisas que todos eles fazem é me deixar confusa, mais confusa do que sempre estive.
Pois eu não vou mais ouvir conselhos que não servem pra mim, vou seguir minha personalidade, minhas vontades, minha mente e, raramente, meu coração (ele nem sempre faz as escolhas certas).
Ordens de outras pessoas me atrapalham, me atrasam, me confundem; se seguir à mim mesma, meu próprio tempo irá me acompanhar, meu destino chegará quando eu menos esperar e sem nenhum problema. Ninguém vive de passado, devemos seguir sempre em frente, é isso que vou fazer; e espero que tudo dê certo.




beijos da Jú.

O Futuro.

Ontem à noite me peguei pensando vagamente no futuro, estranho isso, nunca gostei de criar expectativas para um futuro que nem sei se vai chegar. Mas seria muito legal saber com quais pessoas continuarei me encontrando, onde estarei morando, o que vou fazer, se vou me casar e com quem será, se vou ter filhos, se serei feliz...
O futuro é imprevisível, e não é bom querer adiantar as coisas, mas bem que eu gostaria de saber como será... ou seria.
Acontece que meu futuro não é planejado, ainda não fiz todas as escolhas que ei de fazer, ainda não aconteceu o que terá de acontecer, e meu futuro ainda está distante.
O futuro nunca chega, nunca passa, só acaba quando morremos. O futuro nunca fica perto, nem longe.
O futuro é o ano que vem, o mês que vem, a próxima semana, outro dia, outra hora, outro minuto, outro segundo... Nunca se sabe o que pode acontecer amanhã, ou o que deixou de acontecer por uma escolha que você mesmo fez.
O futuro é algo que não conhecemos, mas todos esperamos que seja bom, feliz e tranquilo.

perfect dream.

De repente me encontrei em uma cama, num lugar totalmente desconhecido e uma música tocando por perto. Logo reconheci que era uma música dos Beatles, ótimo! Logo levantei e tentei reconhecer o lugar onde estava, era estranho e ao mesmo tempo conhecido... eu só continuava me perguntando: "Onde eu estou?"
Na sala haviam fotos minhas e de minha família, e de um homem que eu sabia que conhecia... mas não me lembrava muito bem.
Então o mesmo homem das fotos apareceu, vindo da cozinha, probably, pq estava com uma bandeja cheia de comida, ele colocou a bandeja na mesinha de centro.
"Bom dia, flor do dia! Por que não me esperou na cama?" - ele disse me dando um beijo.


E rapidamente tudo se esclareceu em minha mente, eu estava no apartamento do meu namorado, eu tinha 20 anos e ele tinha 27, eu estava cursando medicina na USP à dois anos e, claro, morava em São Paulo. Também me lembrei que tinha uma banda, tocava guitarra e piano e cantava. Eu namorava com esse cara -cujo nome me lembrei que era Gabriel- a uns 3 anos e amava ele mais que tudo nessa vida. Eu saia diariamente com meus amigos -Larieh, Lara, Ítala, Carol, João, Bruna, Lari, Gui, etc- e era super legal sempre. Nas férias eu revezava entre praia e interior, família e amigos. Eu era a pessoa mais feliz e despreocupada do mundo. Apesar de estar estudando medicina eu tinha muito tempo pra mim, meus amigos e minha família. Eu estudava muito com meu namorado, que era médico e, apesar de não ter muito tempo pra mim, me ensinava muitas coisas. Eu agora morava em um apartamento ótimo, numa cidade não tão boa, mas q já era a melhor, pois meus amigos estavam todos lá. Tudo que eu sempre sonhei e parecia q era real...

Bem, depois de lembrar disso tudo em menos de um segundo eu abracei Gabriel e dei-lhe um beijo.
"Você demorou amor, pensei que podia precisar de ajuda." - respondi sorrindo.
Ele sorriu de volta e disse: "Tá com fome?"
"Não."
"Então oq quer fazer?"
"Tenho que ensaiar com a banda... vou me arrumar. Você me leva?"
"Claro." - ele disse e eu fui tomar banho. Seria mais um dia comum, mais um dia com as pessoas que eu mais amava no mundo. Enfim nós saímos e ele me deixou na casa da Lola e foi trabalhar. Eu e ela ficamos conversando até Júlia e Marina chegarem. Nós ensaiamos as nossas 4 músicas preferidas  -Imagine, The Beatles; Cherry Bomb, The Runaways; Nobody's home, Avril Lavigne; e Wondering, Good Charlotte- todas antigas e nenhuma q tivéssemos composto, isso significava que estava tudo certo, pq nenhuma de nós nos amávamos tanto pra gostarmos tanto das nossas próprias músicas. Nos comunicamos com nossos fãs -q não eram muitos, mas não eram tão poucos tbm- na internet e depois fomos para o shopping, nada de comprar roupas! Conversamos um pouco e vimos um filme, depois de passar a tarde com elas eu fui pro meu apartamento. Quando cheguei lá eu liguei pra ele. Ele me disse que passava em casa mais tarde e íamos juntos pra festa. Sábado, dia de cair na night, e eu não tinha que estudar no domingo, melhor ainda!
Eu fiz algumas coisas e depois me arrumei, fomos pra festa e lá eu me encontrei com todas minhas amigas, todas. Aquilo era perfeito, eu estava bebendo com as pessoas q eu mais amava no mundo, e logo ficamos bêbadas...
Quando a festa acabou o Gabriel me levou de volta para o meu apartamento e eu apaguei.
Barulho infernal, telefone tocando toda hora e a luz do sol já atingia meu rosto a um bom tempo. Levantei e percebi que já era 14h. Tinham milhares de ligações não atendidas no meu celular. Retornei cada uma delas.
Já tinha confirmado à todos que eu estava viva, então eu comi, me arrumei e liguei pra ele.
Ele foi em casa e namoramos um pouco, depois ele me levou na casa da Larieh. Ela estava passando por outra de suas crises existenciais e eu tinha q ajudá-la, não gostava nem um pouco de vê-la daquele jeito.
"Oi senhora deprimida!" - eu disse e abracei-a
"Oi Jú, entra."
"O que foi dessa vez lari?"
"Tudo! Eu briguei de novo com ele e todo mundo me odeia. Não sei nem pq eu nasci... minha mãe devia ter abortado, ai eu nao teria que aguentar esse mundo horrivel."
"Calma vidinha, vai ficar tudo bem, vc sabe que tem um monte de gente que te ama, inclusive ele. Essa é só outra briguinha boba de vcs, amanha vão estar se amando infinitamente de novo." - Eu disse abraçando ela e tentando confortá-la e cantei uma parte de "hold on" da Good Charlotte pra ela, essa música é tipo-tudo-a-ver quando alguém ta deprimido, principalmente ela...
E como sempre ela queria se matar... Ela é só 5 meses mais nova que eu, mas eu me sentia meio como uma irmã mais velha... E já q a Lari estava meio 'distante' por esses dias (o namorado roubava ela da gente x_x) eu sempre estava do lado da Larieh; e eu gostava disso, pq depois q ela se animava a gente fazia várias coisas superlegais juntas. 
Eu passei a tarde com ela. Foi maravilhoso. Fizemos brigadeiro e pipoca, assistimos um filme e postamos no blog juntas, fizemos twitcam com nossos amigos e morremos de rir, brincamos de guerrinha... é, duas mulheres de 20 anos brincando de guerrinha de travesseiros, sinistro, mas pra quem é feliz nada é demais. Eu ia passar a noite com ela também, pq o 'biel' não tinha me ligado ainda, mas logo quando estávamos planejando isso, ele ligou. Ele me perguntou se nós queríamos ir ver um filme no cinema e depois ele nos deixava onde nós quiséssemos dormir, menosnummotel :B
Nós assistimos um filme de terror, lindo, depois fomos pra casa dela, q já estava toda bagunçada mesmo.
Esse tinha sido mais um dos meus melhores finais de semana. 

E quando eu finalmente dormi, ao lado dela, ouvindo as músicas mais antigas do mundo; eu acordei pra realidade do dia 23 de maio, domingo, 10h30min, minha mãe mexendo no meu computador e mandando eu me arrumar e ir estudar...
Foi apenas mais um sonho, mais um sonho que eu vou guardar pra sempre e esperar que se torne realidade, e quando isso acontecer, eu serei a pessoa mais feliz do mundo.



*sim, post enorme, sonho enorme... E eu não conheço as integrantes da banda, nem meu namorado e as crises existenciais da Larieh não são exatamente assim, mas foi assim no meu sonho @_@' e eu sinto muito, mas uma coisa q me deixa um tanto feliz nesse sonho é a questão de q eu vivia mais fora do computador, isso seria ótimo, mas eu não largo esse computador... não enquanto ele for o único modo de comunicar com Larieh, Lari, Bruh e afins (L)

Juliana P.